segunda-feira, 8 de junho de 2009
Boa comida carioca
Mas a capital turística do país virou o jogo de 5, 10 anos prá cá e resolveu tratar melhor do estômago dos que visitam suas paisagens. Entenderam que nem só de praia, biscoito Globo e mate com limão vivem os turistas...
Passei um fim de semana gastronômico no Rio de Janeiro e experimentei dois bons restaurantes, um no Leblon e outro em Santa Teresa. O Garcia & Rodrigues fica na Ataulfo de Paiva, miolo do Leblon. É uma rotisserie/confeitaria com um restaurante no fundo, de cozinha variada e ótima adega de vinhos. Pedi um cordeiro ao molho de ervas, acompanhado de legumes puxados no molho da carne. Bom, quase ótimo. A Fê experimentou um bife de chorizo ao molho bearnaise acompanhado de ótimas batatas fritas. A carne levou 5 e meio (estava meio passada demais) e a batata passou com louvor. Outra boa nota foi o couvert, com pães divinos e patês idem. A sobremesa passou desapercebida (nem lembro o que pedi...). Minha cocnlusão é que trata-se de um restaurante honesto, sem nada excepcional, com uma ótima confeitaria na entrada.
No dia seguinte almocei no Aprazível, em Santa Teresa. A dica número 1 é: esqueça o bondinho e vá de táxi. Você vê o mapa, acha que dá para descer do bonde e andar um pouco a pé até o restaurante e toma um susto. O restaurante fica numa rua que só se sobe com equipamento de alpinista. Agora, o lugar é lindo, muito simpático, bem montado numa casa antiga no alto do morro. O couvert de entrada é um desbunde, com pequenas e deliciosdas porções-de-tudo-um-pouco... O vinagrete de vôngoles, regado com azeite de alho, sobre um pão quentinho poderia ser o prato principal. Pedi uma galinhada caipira: arroz de frango com linguiça mineira, acompanhada de chicória, feijão especial e banana da terra. Muito bom, acima da média. A Fernanda atacou de lasanha campesina: mix de 3 cogumelos e alho poró, ao molho bechamel. Delícia que tentei repetir em casa dia desses e quase acertei. De sobremesa, uma banana ao forno com sorteve e vinho do Porto que não honrou os pratos principais. O restaurante tem um cardápio variado e instigante. Fiquei com vontade de quero-mais...
Só para não deixar passar batido: amobos têm preços de S. Paulo... No primeiro, com couvert, prato principal, sobremesa e um tinto chileno (Casa Carmen), deixei 300 pilas. No do morro, sem vinho e sem contar o táxi, foram 180 paus.
Garcia & Rodrigues - Rua Ataulfo de Piava, 1251 - Leblon - RJ
Aprazível - Rua Aprazível, 62 - Santa Teresa - RJ
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Segunda chance
Como sou um cara do bem e não guardo rancor de ninguém, resolvi voltar lá para o almoço de sábado. Todo mundo merece uma segunda chance...
Aos sábados, pra variar, eles servem um buffet de feijoada. Pulei fora, por motivo já explicado em post anterior - cada um no seu quadrado. Fui num prato regional, carne seca desfiada na manteiga de garrafa com baião de dois (arroz com feijão verde, pimenta biquinho e queijo coalho). Boa apresentação e ótimo sabor. Surpreendente. A Fernanda pediu uma ainda melhor picanha com farofa de banana da terra e palmito pupunha salteado. Carne no ponto e acompanhamentos muito bem executados. Valeu a pedida.
O fechamento foi ainda melhor. As sobremesas ganharam minha menção de uniqueness, em duas versões. Um pout pourri de doces de banana (sorvete, doce cremoso, pastel de banana com canela pé de moleque e creme brule de banana com gengibre) para mim e banana flambada na cachaça e suco de laranja, com sorvete de tapioca e raspas de côco para a Fê. Muito boas e valem a viagem.
A segunda chance do Bananeira abriu uma brechinha de esperança no deserto gastronômico que é o Morumbi...
Bananeira - R. Mal. Hastimphilo de Moura, 417 - Morumbi - SP - www.bananeiramorumbi.com.br
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Boa Proposta, Execução Razoável...
Há umas duas semanas eu e o Soderi resolvemos almoçar em algum lugar novo para os dois. O que faria deste almoço o primeiro post compartilhado do Blog. Já desbravamos juntos (com respectivas famílias) antes, mas na oportunidade não chegamos a um consenso e acabamos não postando. Dessa vez a impressão foi mais homogênea. segunda-feira, 23 de março de 2009
Especiarias & cerveja australiana
Sem Felipe, Dinah abriu o Tanger e passou a compartilhar suas receitas marroquinas, como o Cuscuz Royal – único prato que pedi neste restaurante até hoje, nas N vezes que estive por lá. É um desbunde. Tem uma combinação de sabores que somente fazem sentido à luz da milenar cultura árabe-africana. Ë memorável o ritual de saborear o prato, regando-o com o caldo que o acompanha, experimentado as pimentas variadas... tudo isso num cenário muito bonito, ideal para jantares entre casais...
Um outro amigo comum, num desses memoráveis jantares no Tanger, me apresentou uma combinação inusitada: cuscuz (ou cuscus?) marroquino com cerveja. De preferência, cerveja australiana, como a Fosters, que faz parte do cardápio de bebidas do Tanger. Não é que combina?
Tanger – Rua Fradique Coutinho, 1664 – Vila Madalena (www.restaurantetanger.com.br)
Não é pra repetir - ¿Que pasa?
Acordei com vontade de carne. Sabe quando vc sente o gosto de sangue na boca? Pois é. Vontade brava, quase indecente. Pensei em encarar um rodízio completo. Poderia ter ido ao Fogo de Chão, escolha óbvia. Resolvi experimentar (afinal, o espírito deste blog é investigativo, não?). Peguei a Rebouças congestionada e desci no Vento Haragano. Fazia tempo que queria experimentar os assados dessa casa argentina.
Bons cortes, ótimo atendimento, mas sem nenhum destaque, nenhum uniqueness. Nem o famoso (?) arroz carreteiro (que só vem à mesa se vc pedir ao garçom) vale a viagem e a Rebouças. Momento marcante é a conta: 260 paus, incluindo 10% de serviço, para um almoço com dois comensais. Sem álcool. O rodízio custou 85 dinheiros por cabeça. Sobremesa, um insosso creme de papaya, 20 paus cada taça. Refrigerantes, cafezinho, 10%... Quase trezentas pilas para um almoço mais-ou-menos? Deveria ter ido ao Fogo de Chão. Lá somos roubados conscientemente. Sabemos que cada garfada de picanha vai custar uns 20 mangos. Mas vale a pena. Esse Vento Haragano, como diz a avó do João, não é pra repetir.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Não tinha que ser Einsbein?
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
4. A Ignorância é uma Benção

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
3. A Incessante Busca pela Itália
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
2. Aquele do Desenho Animado com o Osso no Meio

E lá vamos nós, pra outra grande dica da minha irmã: o pretenso melhor Steak de Nova York. Chamado de Peter Luger, a casa fica no Brooklyn e desde 1887 serve um T-Bone que eu nunca vi parecido. Ele ocupa uma travessa inteira e tem o osso em T perfeito no meio. Vem lindamente grelhado, molhado, e com um cheiro que hipnotiza.
Cortado em tiras, cada pedaço é perfeito. É um corte de Porter House, um tipo de carne chamada de “marmorizada”, ou seja, com lâminas de gordura entremeadas, que derretem na grelha, espalhando sabor e maciez na carne (ainda crua, ela tem o aspecto de mármore). Nunca comi nada tão macio – sem exagero e linguagem figurativa, a carne derrete na boca como chocolate. Por ser marmorizada e maturada, não tem sabor dos tradicionais amaciantes de carne que os americanos adoram usar. Poucas vezes comi algo tão bom.
Só recomendo ir lá no almoço. Esse restaurante é um prazer que cobra a conta depois – é pesado, o after é parecido ao que se tem após uma festa da costela: a sensação de ter uma pedra na barriga. E como tudo em Nova York, faça reserva, se não você não senta.
JLN
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
1. Pi Djei
É como se deve pronunciar o início do nome: P. J. Clarke´s. Se vai a Roma, visite o Papa. Em Nova York, coma um hamburger. Faça isso com classe: segundo a dica da minha irmã (mais feliz que eu, praticamente freqüentadora assídua de Nova York), Frank Sinatra, quando estava por lá, tinha mesa cativa.
E não é que o Frank (perdoem-me a intimidade) tinha razão? O cardápio é eclético, mas o hit é o hamburger. Um Senhor hamburger gourmet, preparado no prato, decorado, com queijo meticulosamente derretido, feito ao ponto, vermelho por dentro, crocante por fora, molhado, suculento. O pão vem levemente tostado, aberto para você montar da maneira que bem entender. Pedi um com queijo suíço e cogumelos. Seguem a alface, o tomate e as fritas. Você fecha tudo, aperta, dá o toque de ketchup e aperta a boca em volta dele. Uma explosão de sabor. Frank tinha seus motivos.
De sobremesa experimentei uma Apple Crumble – uma espécie de torta de maçã com cobertura crocante, quente, moldada pela cumbuca, não enjoativa, coberta com generosa bola de sorvete e fundinho de canela e mel. Saí de lá de ambulância!
E antes que eu me esqueça, resolvi também explorar um pouco as difamadas cervejas americanas (sempre aguadas e amargas um pouco além da conta). Algumas boas surpresas: a Samuel Adams (Ale avermelhada e saborosa), a Blue Moon (artesanal Lager do Brooklyn) e, viva a globalização, chopp Stella (um pouco mais amargo do que o que trouxeram para o Brasil). Ponto para os EUA! Não só de Budweiser vivem os americanos!
Mais tarde, já de volta a SP, descobri que abriram uma “filial” da casa na Rua Mario Ferraz. Fui lá e foi honesto. Claro que nada parecido com o original. A impressão que tive é que por aqui, o representante é comerciante e não gourmet. Não tem Apple Crumble, não tem a cara de antigo (e o charme também), não fica na frente do Lincoln Center e não tem a mesa do Frank.
JLN
P.J.Clarke’s - 44 W 63rd St, New York e outros 4 endereços
P.J.Clarke’s São Paulo – Rua Dr. Mário Ferraz, 568, São Paulo