segunda-feira, 13 de abril de 2009

Boa Proposta, Execução Razoável...

Há umas duas semanas eu e o Soderi resolvemos almoçar em algum lugar novo para os dois. O que faria deste almoço o primeiro post compartilhado do Blog. Já desbravamos juntos (com respectivas famílias) antes, mas na oportunidade não chegamos a um consenso e acabamos não postando. Dessa vez a impressão foi mais homogênea.

O almoço apontou para o Caverna Bugre (onde comeríamos o tradicionalíssimo Filet Alpino - já comentado aqui), mas infelizmente o encontramos fechado para o almoço. Apontamos então para o Pret Café (também já comentado neste humilde e singelo blog), mas antes de chegarmos lá, passamos na frente deste simpático estabelecimento chamado Paris 6. Resolvemos parar.

O local é bonito, bem montado, charmoso. Fica no meio da Haddock Lobo, num endereço simpático. Tem área aberta e outra fechada, para todos os gostos. O dia estava bom, sentamos fora. Logo vem uma bela cesta de pães e o atendimento é excelente. O cardápio é de Bistrô, portanto bastante Francês. Até aquele momento nossas expectativas estavam altas. Pedimos então uma porção de pastéis de brie (o mais próximo que eles têm de alguma coisa de boteco). Vieram excelentes, quentes, crocantes, mas sinceramente, nada de mais. Um bom pastel de queijo. Partimos então para o prato principal. O Soderi pediu um risotto de cogumelos e eu optei pelo Steak Tartar de filet mignon (um clássico de Bistrô).

O Steak Tartar ganhou classificação positiva, já que veio como descrito no cardápio: filet mignon picado em ponta de faca e não moído. Interessante, dá outra textura para o prato. Eu gostei bastante. Faltaram talvez as torradas, neste caso substituídas por batatas fritas.

O prato do Soderi, deixo para ele descrever pessoalmente. E aí você, caro leitor, decide se o custo/benefício está numa proporção aceitável para o seu bolso.
JLN

PS: Um dia eu ainda aprendo a tirar a foto do lugar enquanto eu ainda estou lá...
Experimentei um convidativo e pretencioso Riz de Cépes a L'Huille de Truffes - ou simplesmente risoto de cogumelos ao azeite trufado, como já bem traduziram os franceses radicados em S. José do Rio Pardo... Gostoso, mas com alguns deslizes básicos, na humilde opinião deste comensal. Estava molhado demais, quase ensopado (pressa do franco-cearense Jean Sebastian da Silva, piloto da cozinha?) e o azeite trufado passou muito longe da receita. Pena, pois o prato é simples e prometia honrar a fama dos bons bistrôs franceses. Do resto, endosso os comentários do João: lugar charmoso, bem localizado, cardápio variado, abre 24 horas... Ainda não encontramos um uniqueness que bem classifique o lugar, mas não risco a novidade do meu caderninho de opções. Quem sabe em um novo dia, com uma nova pedida?


Paris 6 Bistrô (24 horas) - Rua Haddock Lobo, 1240. http://www.paris6.com.br

segunda-feira, 23 de março de 2009

Especiarias & cerveja australiana

Fui apresentado à cozinha marroquina pelas mãos de Dinah Doctors, chef e proprietária do restaurante Tanger. Há uns bons 10 anos ela abriu a casa na Vila Madalena e fincou raízes, com sua competência e simpatia. Eu fui amigo do marido dela, Felipe Doctors, um artista caprichoso que nem viu o restaurante nascer e foi-se mais cedo, para fazer arte lá no céu. Ele desenhava peças com tamanho cuidado nos detalhes que era muito difícil não se render às suas criações. Como dizia um famoso taxista baiano que conheci faz tempo, “deus não quer nada mal feito...”.

Sem Felipe, Dinah abriu o Tanger e passou a compartilhar suas receitas marroquinas, como o Cuscuz Royal – único prato que pedi neste restaurante até hoje, nas N vezes que estive por lá. É um desbunde. Tem uma combinação de sabores que somente fazem sentido à luz da milenar cultura árabe-africana. Ë memorável o ritual de saborear o prato, regando-o com o caldo que o acompanha, experimentado as pimentas variadas... tudo isso num cenário muito bonito, ideal para jantares entre casais...

Um outro amigo comum, num desses memoráveis jantares no Tanger, me apresentou uma combinação inusitada: cuscuz (ou cuscus?) marroquino com cerveja. De preferência, cerveja australiana, como a Fosters, que faz parte do cardápio de bebidas do Tanger. Não é que combina?

Tanger – Rua Fradique Coutinho, 1664 – Vila Madalena (www.restaurantetanger.com.br)

Não é pra repetir - ¿Que pasa?

Preços dos restaurantes de SP. O João já trouxe esta pauta ao nosso blog dia desses. Tomei uma tungada sábado retrasado e resolvi voltar ao tema. Se a inflação está de fato sob controle, menos de dois dígitos ao ano, alguém precisa avisar aos proprietários das bodegas que, do jeito que a coisa vai indo, tá ficando cada vez mais difícil “comer fora” nesta cidade.

Acordei com vontade de carne. Sabe quando vc sente o gosto de sangue na boca? Pois é. Vontade brava, quase indecente. Pensei em encarar um rodízio completo. Poderia ter ido ao Fogo de Chão, escolha óbvia. Resolvi experimentar (afinal, o espírito deste blog é investigativo, não?). Peguei a Rebouças congestionada e desci no Vento Haragano. Fazia tempo que queria experimentar os assados dessa casa argentina.

Bons cortes, ótimo atendimento, mas sem nenhum destaque, nenhum uniqueness. Nem o famoso (?) arroz carreteiro (que só vem à mesa se vc pedir ao garçom) vale a viagem e a Rebouças. Momento marcante é a conta: 260 paus, incluindo 10% de serviço, para um almoço com dois comensais. Sem álcool. O rodízio custou 85 dinheiros por cabeça. Sobremesa, um insosso creme de papaya, 20 paus cada taça. Refrigerantes, cafezinho, 10%... Quase trezentas pilas para um almoço mais-ou-menos? Deveria ter ido ao Fogo de Chão. Lá somos roubados conscientemente. Sabemos que cada garfada de picanha vai custar uns 20 mangos. Mas vale a pena. Esse Vento Haragano, como diz a avó do João, não é pra repetir.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Não tinha que ser Einsbein?

Eu tenho um pouco de medo de falar aqui deste restaurante. Pode parecer batido, mas ultimamente tenho visto muita gente que não o conhece, por incrível que pareça. É o famoso Steiner, ou para os íntimos, "Alemão de Itu".

O engraçado deste restaurante é que ele ficou famoso não pelos pratos alemães, mas por um prato italiano que, como dito pelo Soderi, virou lugar comum. O difícil é encontrar alguém que se diferencie justamente por ele, o famigerado Filet à Parmegiana. Esse é o Steiner.

Talvez o segredo deles esteja na preparação do prato: eles colocam a peça de filet mignon de pé e martelam de cima, até ela se abrir. Só depois é empanado e levado ao forno com muzarella, parmesão e muito, muito molho de tomate. Chega na mesa boiando no molho e com o queijo praticamente líquido por cima. Uma bandeja serve 4 pessoas famintas com sobra - acompanham o arroz branco e as batatas fritas.

Talvez seja pelo Chopp, que recentemente resolveu prestigiar Itu e mudou para Schin... Mas sabiamente mantiveram o Antarctica no cardápio. Dos melhores que se pode tomar, colarinho espesso, leve como um chá de cevada.

Talvez cada um tenha seu motivo, mas o importante é que merece ser experimentado por todos. É um programa excelente para o almoço de Sábado - ir até Itu comer no "Bar do Alemão".

JLN

Bar do Alemão - Steiner
Rua Paula Souza, 575, Centro - Itu
Rua Benjamim Constant, 1969, Cambuí - Campinas
Av. Juriti, 651, Moema - São Paulo (5052-8333)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

4. A Ignorância é uma Benção


O melhor cookie do mundo, infelizmente, fica em Nova York. Já quis começar assim porque é realmente frustrante saber que lá tem alguma coisa tão boa para a qual, por motivos geográficos, não temos acesso quando bem entendemos (a não ser que você, leitor, more em Nova York).

Essa pequena confeitaria, chamada Magnolia Bakery, fica numa esquina, sem chamar a atenção. Na verdade, a única coisa que chama a atenção nela é a fila que fica na porta. Dá volta no quarteirão, se você não sabe o que tem lá, chega a achar que estão dando alguma coisa de graça. Por dentro ela é bem simples, o foco todo está nos bolos, pudins e cookies. A ambientação toda é de cozinha, com fornos, batedeiras, balcões de madeira e várias e muitas confeiteiras trabalhando freneticamente.

Eu tenho um fraco pra bolo, confesso que foi uma tortura entrar lá. A escolha recaiu sobre os cupcakes (pequenos bolos tipo bebezinho com os mais diversos cremes por cima) e sobre os cookies. Experimentei primeiro os pequenos bolos, excelentes, mas um pouco enjoativos por causa das coberturas (nos EUA eles chamam de Icing) que, como não levam brigadeiro ou leite condensado, acabam ficando com um gosto muito forte de manteiga.

O momento pra ser lembrado foi a primeira mordida no cookie. O escolhido foi um de Brown Sugar (açúcar mascavo). Nunca comi nada parecido nesta “categoria gastronômica” (se é que biscoito é categoria...). Pra começar, a massa é crocante e ao mesmo tempo macia, dá a impressão de que ele acabou de sair do forno e por isso ainda não está totalmente “duro”. O sabor é uma mistura de baunilha com mel e amêndoas difícil de descrever! Dá vontade de comer um pote inteiro sem parar. Eles não são enjoativos, muito pelo contrário, são super leves. Eu ainda experimentei o de White Sugar (açúcar branco) que tem o mesmo fundo de baunilha e amêndoas, mas menos gosto de mel. Nunca mais me esqueço daquele sabor.

Quem for para Nova York tem que colocar essa pequena loja como parada obrigatória. Ou talvez não, afinal, dizem alguns sábios que a ignorância pode ser uma benção.

JLN

The Magnolia Bakery - 401 Bleecker Street New York

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

3. A Incessante Busca pela Itália

Já é notório aqui no nosso pequeno e singelo Blog que este que vos escreve é um profundo apreciador e experimentador da culinária italiana contemporânea.  Pois bem, Nova York tem uma rica história italiana (vide o Poderoso Chefão... rs) e ela deve ser pesquisada e experimentada.  Ainda que desta vez em apenas uma oportunidade, mas não poderia deixar de visitar algum dos templos da comida italiana na Big Apple.

Munido de uma grande dica (essa não da minha irmã) fui lá, procurar um tal de Carmine’s. Em Manhattan são dois endereços, sendo um no buxixo e outro mais afastado – esse foi o escolhido, até porque é a casa original.  Chegando lá, a aparência de restaurante familiar, com um grande bar na entrada, servindo cocktails, cervejas e qualquer outro tipo de bebida.  O interessante nos EUA é que, enquanto você espera, se beber, paga na hora.  O bar é o bar e o restaurante é o restaurante, parecem dois estabelecimentos separados.  Era almoço, fomos na cerveja.  Bebi um chopp Samuel Adams que estava uma delícia, apesar dos copos serem grandes demais deixando a bebida esquentar.

Chega nossa mesa.  Ambiente familiar, cara de cantina, não daquelas que estamos acostumados em SP, com coisas que até Deus duvida penduradas no teto.  Uma decoração italiana mais discreta, mas bastante elaborada – fotos de Raimundo e todo mundo nas paredes junto com o cardápio completo em algumas partes.  Como escolhemos um endereço distante, praticamente éramos os únicos turistas no restaurante, cheio de famílias “Ítalo-novaiorquinas” em mesas sempre de mais de 10 pessoas (era um sábado).  Obviamente bastante barulho, me senti em casa.

O cardápio é recheado de massas com molho vermelho, o forte da casa.  A escolha recaiu sobre um prato simples, mas que mostra a qualidade do restaurante.  Spaghetti ao molho de tomates e polpettes.  Parece trivial demais, mas o spaghetti é uma massa complicada, deixá-la ao dente (sem contar a qualidade do grano duro) é quase uma arte.  O molho de tomate, o primeiro que eu como fora do Brasil que não é ácido demais e seco ou doce por causa do açúcar pra tirar a acidez. Ainda alguns lugares capricham na pimenta pra compensar a pobreza dos temperos.  O molho estava impecável.  Grosso, mas não seco, sabor forte de tomates e azeite, condimentos na medida certa e zero acidez.  Parecia uma orquestra com a massa.  E os polpettes, um fenômeno!  Apesar de grandes, eram macios, mas sem vestígios de pão com leite dentro (uma técnica interessante, mas não utilizada nesse restaurante).  Cozidos no molho de tomate, caem com o spaghetti como se fossem feitos um para o outro.  Enfim, um prato simples, mas perfeito!  E gigante!  Junto com o pão italiano e um outro que vem com molho de tomate por cima na entrada, não houve espaço pra sobremesa.  Nova viagem de ambulância para o hotel e um sorriso no rosto por ter comido comida italiana perfeita que não veio nem da Itália e nem de SP.

JLN

Carmine's - 2450 Broadway, New York e mais um endereço em Manhattan

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

2. Aquele do Desenho Animado com o Osso no Meio

E lá vamos nós, pra outra grande dica da minha irmã: o pretenso melhor Steak de Nova York. Chamado de Peter Luger, a casa fica no Brooklyn e desde 1887 serve um T-Bone que eu nunca vi parecido. Ele ocupa uma travessa inteira e tem o osso em T perfeito no meio. Vem lindamente grelhado, molhado, e com um cheiro que hipnotiza.

Cortado em tiras, cada pedaço é perfeito. É um corte de Porter House, um tipo de carne chamada de “marmorizada”, ou seja, com lâminas de gordura entremeadas, que derretem na grelha, espalhando sabor e maciez na carne (ainda crua, ela tem o aspecto de mármore). Nunca comi nada tão macio – sem exagero e linguagem figurativa, a carne derrete na boca como chocolate. Por ser marmorizada e maturada, não tem sabor dos tradicionais amaciantes de carne que os americanos adoram usar. Poucas vezes comi algo tão bom.

Só recomendo ir lá no almoço. Esse restaurante é um prazer que cobra a conta depois – é pesado, o after é parecido ao que se tem após uma festa da costela: a sensação de ter uma pedra na barriga. E como tudo em Nova York, faça reserva, se não você não senta.

JLN

Peter Luger - 178 Broadway, Brooklyn, New York

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

1. Pi Djei

É como se deve pronunciar o início do nome: P. J. Clarke´s. Se vai a Roma, visite o Papa. Em Nova York, coma um hamburger. Faça isso com classe: segundo a dica da minha irmã (mais feliz que eu, praticamente freqüentadora assídua de Nova York), Frank Sinatra, quando estava por lá, tinha mesa cativa.

E não é que o Frank (perdoem-me a intimidade) tinha razão? O cardápio é eclético, mas o hit é o hamburger. Um Senhor hamburger gourmet, preparado no prato, decorado, com queijo meticulosamente derretido, feito ao ponto, vermelho por dentro, crocante por fora, molhado, suculento. O pão vem levemente tostado, aberto para você montar da maneira que bem entender. Pedi um com queijo suíço e cogumelos. Seguem a alface, o tomate e as fritas.  Você fecha tudo, aperta, dá o toque de ketchup e aperta a boca em volta dele. Uma explosão de sabor. Frank tinha seus motivos.

De sobremesa experimentei uma Apple Crumble – uma espécie de torta de maçã com cobertura crocante, quente, moldada pela cumbuca, não enjoativa, coberta com generosa bola de sorvete e fundinho de canela e mel. Saí de lá de ambulância!

E antes que eu me esqueça, resolvi também explorar um pouco as difamadas cervejas americanas (sempre aguadas e amargas um pouco além da conta). Algumas boas surpresas: a Samuel Adams (Ale avermelhada e saborosa), a Blue Moon (artesanal Lager do Brooklyn) e, viva a globalização, chopp Stella (um pouco mais amargo do que o que trouxeram para o Brasil). Ponto para os EUA! Não só de Budweiser vivem os americanos!

Mais tarde, já de volta a SP, descobri que abriram uma “filial” da casa na Rua Mario Ferraz. Fui lá e foi honesto. Claro que nada parecido com o original. A impressão que tive é que por aqui, o representante é comerciante e não gourmet. Não tem Apple Crumble, não tem a cara de antigo (e o charme também), não fica na frente do Lincoln Center e não tem a mesa do Frank.

JLN

P.J.Clarke’s - 44 W 63rd St, New York e outros 4 endereços

P.J.Clarke’s São Paulo – Rua Dr. Mário Ferraz, 568, São Paulo

Vamos Olhar um Pouco pra Fora

Nunca escondi meu desdém pela “culinária anglo-saxônica”.  Nigella e Jamie Oliver que me perdoem, mas Fish & Chips e feijão doce com Marshmallow deveriam entrar na mesma categoria culinária do churrasquinho grego por R$1,00 com suco grátis lá do centro de SP.  Assim como não é segredo que desisti dos Mexicanos em SP (tá bom, vai, nunca vou conseguir deixar de procurar), toda vez que viajo pros EUA ou pra Londres (o que não tem acontecido com muita freqüência, infelizmente), eu já vou pensando em outros prazeres que a viagem pode proporcionar que não a gastronomia.

Estive, felizmente, em Nova York agora na virada do ano. Resolvi procurar um pouco e preparar um roteiro gastronômico para tentar descobrir se a grande maçã tem algum poder de fogo pra competir com São Paulo.  Como a verba era limitada, não deu pra explorar horrores, mas do pouco que vi, ouvi, bebi e comi, posso dizer que tive boas surpresas.

Farei uma série de quatro posts falando sobre as experiências que valeram a pena e devem ficar registradas.  Elas contribuem para um dos objetivos deste Blog, que é o registro de detalhes e características que diferenciam alguns lugares de outros. Por isso peço aos prestigiosos freqüentadores do Blog que não me levem a mal por escrever sobre Nova York.

De qualquer jeito, ficam as dicas. Espero que se alguém for pra lá, não se sinta perdido – use-as de ponto de partida.

JLN

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Salgadinho também é comida

O melhor salgado de SP, na opinião de peso de um viciado nestas minúsulas maravilhas fritas em óleo, está localizado no Cambuci, na avenida Lins de Vasconcelos. Um bando de japas simpáticos tocam o Yokoyama, uma pastelaria de 35 anos, que faz excepcionais salgadinhos de tipos e sabores variados. O meu uniqueness vai para o bolinho de carne, feito com massa de batata e um recheio levemente temperado... Só de lembrar fico aguado...
Merecem destaque a esfiha de escarola e os pasteis de carne e palmito. Tudo feito na hora, com óleo sempre renovado, acompanhados daqueles sucos tosqueiras, de máquina, perfeitos na combinação "no-low fat" que este post evoca. Quando estou com vontade de chutar o balde, vou até lá, compro uma porrada de salgados para viagem e venho comendo enquanto dirijo para casa, no carro mesmo... Recomendo.

Yokoyama - Avenida Lins de Vasconcelos, 1365 - Cambuci.