segunda-feira, 3 de novembro de 2008

"Não dá pra repetir" - Feijoada é coisa séria

Não dá pra ficar brincando com uma instituição da legítima culinária nacional. Nem vou ao extremo de comentar absurdos como feijoada de frango, feijoada light e outras invencionices de pouco sentido. O fato é que sábado é o dia mundial da feijuca e não tem restaurante de SP que ignore o prato no seu dia oficial. Nesta onda, o que inventaram tempos atrás - e pegou, ao que parece - é o buffet de feijoada, onde os pertences são servidos higienicamente separados em cumbucas de barro, mantidas aquecidas por fogareiros à álcool.
Aí começa o problema. Feijoada, pra mim, é aquela feita na véspera, cujo feijão preto (ainda é a estrela do prato, certo?) é cozido junto com os pertences do porco. Tudo servido junto, numa cumbuquinha generosa, curtida no tempero, aquecida no forno antes de ser colocada à mesa. Na hora em que os pertences são preparados e servidos separadamente (alguém aqui acredita que eles façam tudo junto e depois separem na raça?), a feijoada perde o sabor. E não tem conversa. Pode falar que melhor feijoada de SP é a do Rubayat, preparada e servida desta forma, mas eu sou TFP (Tradição da Feijoada Paulista). Por isso, assino embaixo da Feijoada do Bolinha, já postada neste blog.
Bom, indo ao ponto. Me meti a ir ao Churrasco´s (ok, ok, a troco de que fui a um resturante com esse nome e pedi feijoada...) e comi uma das feijucas mais insossas que já experimentei na vida. Servida separadamente em sistema de buffet, tinha gosto de isopor. Pra completar, custou caro (120 paus para duas pessoas, sem couvert e sem bebida alcoólica). Mas essa questão do preço dos nossos resturantes eu deixo para o comentário do João de Lorenzo, que já tem opinião formada sobre o tema. Não dá pra repetir...

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